quarta-feira, 15 de maio de 2013

Repetindo o erro

Dilma e Nicolás Maduro: uma aliança pouco vantajosa ao Brasil

Demorou, mas enfim encontrei tempo para postar nesse espaço a respeito da posição brasileira diante do conturbado ambiente político. Peço desculpas aos amigos por tamanho tempo ausente, mas, aos poucos, tentarei voltar a postar com mais frequência. Sem mais delongas vamos ao que importa.

É evidente que a política chavista não apresenta mais a mesma força de antes na Venezuela, até porque o novo presidente do país, Nicolás Maduro, não é capaz de exercer o mesmo carisma e influência sobre o povo como o compadecido Hugo Chávez. Não a toa, essa situação contribuiu para que o país ficasse dividido, a oposição se articulasse e ganhasse força com Henrique Caprilles e, em meio a discussão sobre a legitimidade dos resultados que mantiveram o PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) pudéssemos perceber também que Dilma Rouseff manterá a mesma postura que Lula em relação a Venezuela, o que, querendo ou não, é decepcionante.

Durante os oito anos em que se manteve no poder, Luiz Inácio Lula da Silva projetou o Brasil no cenário internacional de maneira admirável, mas, a relação com a Venezuela foi o ponto agoniante de tudo. 

Atualmente, vivemos em um mundo que tem a democracia reinando e em qualquer local onde a falta dela é notória é sinônimo de que haverá movimentos contrários para uma mudança de rumo no territória, buscando a instauração de princípios democráticos e, na maior parte das vezes, com uma vital mobilização de nações desenvolvidas e/ou emergentes que compartilham de influência considerável no cenário internacional.

Notamos em solo venezuelano uma falta clara de democracia que se fez bastante evidente no governo de Hugo Chávez e, com certeza, vai se fazer presente também no de Nicolás Maduro seja com uma ferrenha perseguição a oposição, violação da liberdade de imprensa, entre tantas outras atitudes, além claro dos duvidos resultados das mais recentes eleições presidenciais.

O drástico ambiente venezuelano ocasiona um clima de indignação geral e é claro que contribui para movimentos visando uma mudança. Nas últimas semanas, quem buscou agir foi o líder da oposição, Henrique Caprilles, que visitou diversos países da América Latina buscando apoio para sua causa, divulgação mais ampla de suas propostas, além claro, de buscar parceiros que defendam a realização de uma nova eleição para presidente na Venezuela.

Nessa árdua caminhada de Caprriles o apoio do Brasil seria de suma importância, afinal é a nação brasileira que goza de maior prestígio dentro do continente e entre as principais nações do globo, porém já ficou evidente que a postura de Dilma Rouseff será semelhante a de Lula, o que é decepcionante e só atrapalha uma projeção maior de nosso país.

Um auxílio no embate contra as atrocidades cometidas pelo governos adeptos de uma política chavista com certeza promoveria uma imagem ainda mais respeitosa do Brasil para as potências, mas, atrapalhada pelas pretensões partidárias, a atual presidente prefere bater na mesma tecla de seu antecessor ao decidir ser companheira de um país muito mal-visto só que adepto de políticas populistas semelhantes ao do PT.

Se, de maneira imediata, Dilma já tratou de reconhecer a conturbada eleição de Maduro, não nos resta dúvida de que a pífia política externa em plano continental segue firme e forte dentro do Palácio do Planalto.

Por: Felipe Ferreira
Twitter: @felipepf13
Email: felipepf97@gmail.com

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