Embora não seja tão popular no cenário político internacional, Rafael Correa, atual chefe de Estado do Equador, apresenta níveis de aceitação enormes dentro do país que comanda. Não a toa deve vencer as eleições para presidente do país nesse domingo (as pesquisas apontam que mais de 60% das intenções está direcionadas favoravelmente a ele) e, com a provável vitória de seus aliados na disputa parlamentar, pode proclamar uma mudança na Constituição equatoriana, o que lhe credenciaria a um terceiro mandato, até então vedado pelo conjunto de leis da nação sul-americana.
Adepto de uma postura esquerdista e nacionalista, o economista de 39 anos é constantemente comparado a Hugo Chávez e Evo Morales devido ao seu posicionamento político, além de que é um ferrenho adversário das políticas econômicas neoliberais e perseguidor dos órgãos de imprensa adversos a ele. Esse conjunto de fatores contribuem enormemente para que Correa seja constantemente contestado não só em meio a oposição equatoriana, mas em meio ao cenário internacional, que também o critica por ter oferecido asilo político a Julian Assange, criador do WikiLeaks.
É fato que muitas dessas atitudes não se enquadram devidamente ao meu ponto de vista, tanto que acho completamente justo boa parte das críticas ao presidente, mas tem que se levar em conta que as políticas públicas adotadas por ele, com um excelente aproveitamento do dinheiro oriundo da exportação do petróleo, levaram o Equador a conseguir uma estabilidade incrível nos últimos tempos. Ou seja, ao contrário do chavismo na Venezuela, a implantação de ideias esquerdistas no Equador funcionaram e agradam muito a população.
Acredito que os próximos quatro anos com Correa no poder possam significar a conquista de uma estabilidade ainda maior por parte do Equador, até porque entre os projetos para o terceiro mandato consta uma interessante proposta do desenvolvimento da mineração em grande escala, que vem sofrendo adversão por parte das comunidades indígenas do país, mas pode significar um crescimento significativo para a nação, assim como quando se consolidou as políticas de exportação petrolífera.
O único lado preocupante desse terceiro mandato vai de encontro a uma das grandes críticas da oposição. Constantemente acusado por impedir o investimento estrangeiro no Equador, Correa pode ver isso se agravar nos próximos quatro anos e é difícil pensar em uma melhora nesse quadro em função de que a aversão do presidente em relação ao liberalismo econômico não deverá permitir isso.
Bem, Correa tem tudo para conquistar o terceiro mandato. Resta aguardar para ver se seguirá correspondendo toda a confiança que o povo deposita nele quanto ao fato de que ele é o único capaz de manter a estabilidade equatoriana e alavancar um crescimento maior.
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